Sunday, October 15, 2006

depois de tanto tempo...

E quando chega a noite... Que vontade enorme de chorar... hoje apetece-me escrever para um jornal.. para algum lado onde todos leiam o que escrevi! Porque hoje sinto algo tão estranho dentro de mim... sei lá... relembro a viagem da Jenny... a descrição da perda... fantástica... não perdi nada... mas sinto que perdi tudo! Afinal o que aconteceu dentro de mim? Sei lá... hoje vi a “invasion”... senti-me por momentos um daqueles seres... uma sara que surge depois da tempestade... mas qual tempestade? Não me lembro de ter passado por nenhuma... que confusão... quero sair daqui mas pela primeira vez não sei para onde quero ir... não tenho ninguém à minha espera... Não percebo mesmo o que se passa comigo... não sei o que quero... aliás... acho que não quero nada... mas quero tudo... quero ter tudo... aproveitar tudo... e não ter nada! Preciso de alguém... mas não preciso de ti! Quero fugir mas não sei para onde... Estou a desesperar... falo com todos mas com ninguém... isto faz-me lembrar um livro do Eduardo Sá! Antíteses estúpidas... será que elas fazem assim tanto sentido? É que hoje... elas cintilam ideias brutais... como se fossem estrelas... que brilham cada vez mais... e ficam sempre mais perto à medida que as olhamos!

Enfim... que dia...

Monday, May 15, 2006

quem és tu?

é a depressão constante que me invade... preciso de papel e caneta para escrever e tentar por cá para fora todo o nojo que sinto por ter estado contigo! odeio-te profundamente por teres estado comigo e por me teres feito acreditar neste sentimento estúpido de que contigo estava bem...
odeio-me por me deixar levar na utopia de que tu valias a pena... odeio-me por acreditar que valias esta perda de identidade que senti... deixei de sentir... e volto a sentir hoje! sinto-me nua... sinto-me perdida e sem força para continuar... senti e continuo a sentir vontade de morrer... dizem por aí que este desejo de morrer é aquele em que se morre para voltar a renascer... voltar aos momentos em que tudo era mais fácil... mais aceitável... mais perfeito... mais bonito!
a arte da fuga... como fugir a tudo isto? como esquecer que tudo aconteceu? como fazer para acreditar que amanhã é outro dia... que amanhã já não fazes parte de mim? "ele" também já não é solução... não consigo voltar a "ele"! já nem a lembrança "dele" me vale neste momento tão destruidor... estou à beira do abismo e a tentação de me suspender sobre ele é tão grande! quero fugir de tudo o que me faz recordar-te! mas como? se fazes parte de tudo o que vai cá dentro? és parte de mim... mesmo!

Thursday, November 03, 2005

lost...

hoje pediste-me ajuda... senti-me pequenina... triste... com o mundo na mão... sem força para o suportar! porque quando te vi ali sozinho... senti-me sozinha... sem coragem para te dizer “amanhã será melhor”! não sei se amanhã será melhor... e isso assusta-me! quero que feches os olhos um segundo... o teu valor é incomparável... fazes tantas coisas bonitas... dizes tantas coisas no momento certo... e consegues confortar com um silêncio sem igual! és aquela pessoa que está sempre tão bem... mas que dramatiza aquilo que nem sempre tem que ser dramatizado... foi por isso que me assustei... não estavas a brincar... e muito menos a dramatizar... estás mal... verdadeiramente mal... e eu não quero! e como querer é poder... e como eu hei-de ser sempre aquela menina que espera e acredita tropeçar... eu quero que fiques bem... eu quero que voltes a sorrir... eu quero que voltes a reacender a chama... porque sem chama as cinzas não existem... as cinzas que hoje estão cá... amanhã voarão... desaparecerão... e nunca mais as verás... por isso, precisas de mais cinza... e a cinza constrói-se... queimando o passado... reconstruindo a cinza que voltará a voar!

mas as cinzas que não podem voar... eu sei que as guardaste dentro de uma caixinha...

procura a caixinha... abre... estão lá...

abre os olhos...

hoje é um novo dia...

Friday, October 14, 2005

...desassossegadamente...

desassossegante... sim, completamente desassossegante! não sei porque sinto, mas sinto! não sei porque quero, mas quero! não sei porque me fazes sorrir, mas consegue-lo! a verdade é que me consegues desconcertar completamente! fico sem reacção... abomino a ideia de que te possas afastar... mas também receio a tua presença... tão longe e tão perto... estás sempre aqui... mas também estarás sempre lá! não fico triste por estares longe... mas fico triste por pensar que a qualquer momento te posso querer... mesmo aqui ao pé de mim... e por causa desta distância que eu até gosto... não possa estar contigo... não possa partilhar aquele momento fantástico com a única pessoa que ainda me faz sorrir... que ainda sustenta esta minha desorganização e a vai organizando aos poucos! às vezes acho que esta desorganização não tem organização possível... no fundo, estou constantemente perdida, sem rumo...! tenho necessidade de me organizar... mas irrito-me facilmente porque quero, mas não quero! tento... mas não tento! acho que fujo da mudança como o “diabo foge da cruz”! quero mudar... mas evito tudo e todos que me levem à mudança! a questão é: será que este meu estado desorganizado é o estado em que , intrinsecamente, me quero manter? desconfio que sim... acredito que quero viver este sonho para sempre... aquele tropeçar em ti... a esperança de que o sonho se torne realidade!


mas como sei que o passado ainda é o presente e que este presente sustenta um futuro lógico, coerente... possível? não sei... e provavelmente nunca saberei...

Monday, September 19, 2005

hoje li um livro...

"os homens hesitam menos em prejudicar um homem que se torna amado do que outro que se torna temido, pois o amor quebra-se, mas o medo mantém-se"
(Maquiavel)

Saturday, September 10, 2005

reflectindo...

"...o tempo vem do futuro que ainda não existe para o presente que não tem existência e só mexe no passado que deixou de existir..."
(Santo Agostinho)

Saturday, August 13, 2005

preciso de ti...

o tempo passa... mas eu não o sinto a passar... sei que o tempo passa, mas não o sinto a passar! sinto que estou no mesmo vale há muito tempo... sinto que preciso de fugir do vale e não consigo... sinto que o vale se vai inundar e eu não sei nadar... mas também, mesmo que alguém neste vale saiba nadar, não me pode salvar... porque a corrente será demasiado forte para que alguém consiga resistir à força das águas... sinto que a solução está em subir a encosta e abrigar-me no cimo da montanha que protege este vale! mas as forças acabaram... não quero subir, não quero correr lá para cima e deixar tudo o que amo cá em baixo... de que me vale salvar a vida... se a vida morre neste vale? salvar os momentos, salvar os sonhos... isso eu já não posso fazer... a inundação aproxima-se e não tenho tempo para guardar em mim, sobre mim... tudo o que é importante guardar... portanto... vou ficar neste vale... à espera que chegue a inundação... que chegue ao fim... todo o sofrimento de perder tudo... de perder o que é meu e de mais ninguém... sim... o que a inundação deste vale em que me encontro vai levar é só meu!

os optimistas acreditam que o que vou perder vai para o mar... e que depois, mais tarde, posso recuperar as perdas... porque elas vão dar à costa...! mas os optimistas não percebem que a corrente é demasiado forte, demasiado destrutiva para que se salve um só momento... um só sonho! vou perdê-los... como te perdi a ti! e hoje sinto que preciso de ti... mas consigo respirar porque ainda tenho os momentos e os sonhos... mas este medo é arrebatador... sinto que a inundação se aproxima... sinto que vou perder tudo o que ainda me resta... e vou cair no abismo... as águas hão-de levar-me não para o mar... mas para um abismo, um poço sem fundo... escuro, tenebroso, sem o azul do céu... sem a luz do dia... descerei às trevas no dia em que precisar de ti (preciso de ti)... e mais uma vez não te encontrar! descerei às trevas quando o sonho de tropeçar em ti não passar de um momento imaginado por mim... um momento que desaguará no abismo sem fim!